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Infecções vaginais: veja quais são as mais frequentes na menopausa


São conhecidos como infecções vaginais todos aqueles desconfortos que afetam à parte externa do aparato reprodutor feminino. Isto é, que, como seu nome indica, afetam à vagina, canal de entrada no útero. Eles podem ser causados por bactérias, parasitos, fungos ou vírus (Bupa, 2022).


As infecções vaginais representam, no caso das mulheres, um dos motivos mais frequentes de visita ao médico. Na menopausa, os níveis de estrógeno diminuem, razão pela qual se produz a atrofia vaginal. Em consequência, o tecido da vagina emagrece, e pode ficar mais seco e frágil. Devido a isso, é possível a formação de feridas que facilitam o acesso às bactérias. Da mesma forma, nessa etapa diminui a acidez vaginal, o que faz aumentar o risco de contrair infecções (Goje, 2021).


A seguir, lhe apresentamos as infecções vaginais mais comuns durante a menopausa.


Infecções vaginais mais frequentes na menopausa


Candidíase vaginal


É uma infecção por fungos. Especificamente está ocasionada pelo Candida albicans, um fungo que encontra-se em pequenas quantidades na vagina, na boca, no tubo digestivo e na pele. Na maioria das vezes não ocasiona infecção nem sintomas. Normalmente, essa bactéria se mantem em equilíbrio. No entanto, quando a quantidade desse microrganismo aumenta, se produz a infecção (MedlinePlus, 2022).


Os sintomas mais frequentes incluem (MedlinePlus, 2022):


  • Fluxo vaginal anormal, que pode aparecer como uma secreção branca ligeiramente aquosa ou como um fluxo branco espesso e abundante.

  • Ardor e coceira nos lábios e na vagina.

  • Vaginismo (dor durante as relações sexuais).

  • Inflamação e vermelhidão da pele na vulva.

  • Dor, desconforto ou sensação de ardor ao urinar.


Para seu diagnóstico, o médico fará primeiramente uma análise pélvica para comprovar a inflamação e vermelhidão, assim como manchas brancas e secas na parede da vagina.


Depois, toma uma amostra do fluxo vaginal para ser examinado sob um microscópio. O tratamento dessa infecção baseia-se no uso de cremes, pomadas, comprimidos vaginais e/ou pílulas (MedlinePlus, 2022).


Vaginose bacteriana


A vaginose bacteriana é outra das infecções vaginais comuns na menopausa. Trata-se de um tipo de inflamação que é causada pelo crescimento excessivo de bactérias que se encontram naturalmente na vagina. Entre outras coisas, essa infecção também pode ser causada por outros fatores como ter relações sexuais com muitas pessoas diferentes ou com uma nova, banhos vaginais ou a ausência de lactobacilos (Mayo Clinic, 2019).


Muitas mulheres com vaginose não apresentam sinais e nem sintomas. No entanto, os mais comuns são (Mayo Clinic, 2019):


  • Secreção vaginal delgada, gris, branca ou verde.

  • Cheiro ruim na vagina.

  • Coceira na vagina.

  • Ardor ao urinar.


Para diagnosticar essa infeção, o médico poderia fazer perguntas sobre seu histórico clínico, realizar um exame pélvico, tirar uma amostra das secreções e controlar o pH vaginal.


O tratamento consiste no uso de creme e na prescrição de comprimidos e antibióticos. É importante seguir o tratamento durante o tempo que o médico recomende para evitar a sua reaparição (Mayo Clinic, 2019).


Tricomoníase


É uma das infecções vaginais que se transmite através das relações sexuais. É causada por um tipo de parasita que se transmite de uma pessoa para outra durante as relações sexuais. O tempo de incubação pode variar entre 4 e 28 dias (Mayo Clinic, 2021).


Os sinais e sintomas da tricomoníase nas mulheres incluem (Mayo Clinic, 2021):


  • Secreção vaginal que frequentemente tem mal cheiro e pode ser de cor branca, acinzentada, amarela ou verde.

  • Avermelhamento, ardor e coceira na vagina.

  • Dor ao urinar e/ou ao ter relações sexuais.


O diagnóstico é realizado através da observação microscópica de uma amostra do fluxo vaginal. No entanto, se o parasita não puder ser visto, é possível fazer testes rápidos de antígeno e amplificação de ácidos nucleicos.


O tratamento para essa infecção é o consumo de uma grande dose de metronidazol ou tinidazol. Aliás, é convenente evitar ter relações sexuais até que a infecção seja curada e não beber álcool dentro das 72 horas posteriores à ingestão do medicamento (Mayo Clinic, 2021).


Outra das infecções vaginais: vaginite não infecciosa


A vaginite não infecciosa acontece devido a certas sustâncias ou elementos que entram em contato com a vagina e podem causar uma reação alérgica. Entre os fatores que podem gerar infecção encontra-se o fluxo de esperma, preservativos de látex, lubrificantes, produtos de higiene, toalhas sanitárias, roupa interior ajustada, entre outros (Riggins, 2020).


Os sintomas de uma infecção desse tipo compreendem (Riggins, 2020):


  • Inflamação e coceira na vagina e na vulva.

  • Avermelhamento da vagina e da vulva.

  • Sensação de dor pélvica


Essa infecção pode ter muitas causas. Para averiguar o que desencadeou a reação, o médico pode solicitar uma prova de parche. Durante ela, aplicam-se diferentes substâncias na pele para determinar o que causa a alergia. O melhor tratamento dessas infecções vaginais é evitar os desencadeantes conhecidos (Riggins, 2020).


A melhor forma de prevenir as infecções vaginais durante a menopausa é manter a zona seca, lavar bem os brinquedos sexuais, não usar roupa húmida ou apertada. Além disso, evitar os produtos de banho, lavanderia ou higiénicos que tenham cheiro e evitar os banhos vaginais.


Fonte: Issviva Menopausa


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